terça-feira, 26 de março de 2013

Boa pra cachorro

Ter um cachorro é uma coisa muito boa. É uma companhia das melhores, é divertido, é afetuoso, é bonitinho, te obriga a sair de casa mesmo quando você gostaria de se enfiar numa deprê daquelas de nem ver a luz solar.

É algo de amor puro e simples, porque você sabe que vai ter que cuidar do bichinho, sair na chuva às 8h pra  ele fazer xixi, sabe que ele vai ficar doente e você vai deixar o dinheiro da sua viagem de férias na petshop, que vai deixar de viajar ou dormir na casa dum amigo por causa dele e que vai ter que ficar em casa na manhã de domingo pra dar banho nele.

O pior de tudo é que não é tipo um filho, que vai crescer e se virar um dia, porque na verdade no caso do cachorro, ele só vai precisar mais ainda de você quando envelhecer.

Apesar disso tudo, você tem e adora, e prefere ter ele a viajar nas férias, gosta de dormir em casa porque quando chegar vai ter uma criatura sempre pulando

(literalmente) 

de alegria. Ele vai ficar do seu lado, vai defender você se alguém tentar chegar muito perto, vai ser companheiro, amigo, engraçadinho e fofo, e você adora ter um cãozinho por tudo isso.

Se você está se perguntando porque raios eu estou falando sobre isso, já que o blog é sobre relacionamentos, vou explicar. Hoje vou contar um pouco sobre como ter um cachorro pode agravar problemas de encalhadez crônica. É claro que existe quem tenha tido a experiência contrária, conhecendo um cara igual ao Brad Pitt quando estava passeando com o cachorro.


Qual é a raça do seu?


O meu é um Lhasa Apso e o seu?


Labrador. Tem uma petshop ótima bem aqui perto, podíamos ir até lá comprar uns bifinhos com ômega 3 e uns petdrinks o que acha?


Bom, se você não teve essa experiência, já passou dos 30 e chama o cachorro de filho, a primeira coisa que um cara pensa quando te vê possivelmente é:


Meu Deus, solteira carente!!!

Claro, porém, que um cachorro não vai ser impedimento pra uma relação que realmente é bacana, e o fato de você ter um cachorro não vai fazer com que um cara realmente legal (até porque, no meu conceito, caras legais gostam de cachorro), e que realmente goste de você se afaste. Mas o dia a dia do namoro pode ser bastante afetado, e deve-se estar preparada para isso. 

Eu, por exemplo, tenho a Luli, a cachorra mais linda do mundo. 


Alguém me chamou??

Bem, a mais linda e mais metida também. E justamente por isso, é tão delicado manter um namoro com a presença da Luli na minha vida. Isso porque a Luli é uma cachorra pra quem gosta muito, muito de cachorro. 


Ora, mãe, você está doida. Quem é que poderia não gostar de mim?

Bom, eu de fato jamais poderia não gostar da Luli, mas, mesmo pra quem gosta de cachorro, existem momentos delicados. Por exemplo, quando ela resolve dar pulos de quase 2 metros e morder as mãos de toda visita que entra (claro que ela não faz distinções do tipo, esse é paquera, vou ficar na minha). 

E quando ela resolve que não gosta nada daquela pessoa no sofá dela e literalmente escala o pobre homem, subindo na cabeça dele, que leva o maior susto? E o fato dela ter uma mania de lamber atrás dos joelhos de TODO MUNDO, o que dá uma sensação horrível, além de um puta susto para um pobre paquera desavisado?



E você imagina a situação de preparar um jantar romântico e ter que ficar com um jornal enrolado na mão, a fim de evitar que a cachorra pule na comida do seu namorado?



E depois, naquela hora que vocês resolvem sentar na frente da TV pra ver um filme abraçadinhos, e a cachorra resolve fazer algo tipo isso:

video

Depois de seu namorado apaixonado (só pode né?) superar isso tudo, qual a surpresa quando vocês resolvem deitar e encontram nada mais, nada menos que essa cena:


Ah, eu adoro essa cama!!!

E quando você acorda, descobre que não está dormindo de conchinha com seu amor, simplesmente porque alguém tomou o lugar dele.


Nem vem que minha mãe é minha.

E quando você levanta e pensa em tomar um café da manhã romântico com o gatinho, mas então você se dá conta que, antes de fazer isso, tem uma missão lhe esperando.


To pronta pra passear, to pronta pra passear! Vamos na praia? Vamos, vamos, vamos!

É, vida de mãe de cachorra não é nada fácil. Nem vida de namorado de mãe de cachorra. Isso sem mencionar coisas como a cachorra vomitar todo o carro do seu namorado, subir na cara dele ( e na sua) logo no minuto que vocês abrem os olhos, fazer xixi na sala pra chamar a atenção e mil outras coisas.



Além disso tudo, você ainda passa por má, porque dizem os especialistas e os donos de cachorros com comportamentos normais que a culpa do cachorro ser doido é da dona, no caso, eu. 


Eu doida mãe? Como assim?

Pois é, enfim. Se arrumar namorado já tá difícil, arrumar namorado tendo cachorro tá quase impossível. Só com muito amor. Muita amor da dona por sua cachorrinha, e muito amor do namorado pela dona. E desse amor eu não abro mão. Nem de um, nem de outro. Eu sou a feliz dona da Luli, uma cachorra que pula na cara dos paqueras, ocupa a cama, corre atrás do rabo, e atrapalha jantares românticos. E gosto tanto, mas tanto de ser a dona da Luli, que estou feliz porque ele apareceu na minha vida. Assim, de repente, ele chegou, e agora está bem aqui, morando comigo e com a Luli, e aguentando nós duas. 


É, ele mesmo, o Peter. Hehe