segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os anônimos, Boechat e a depressão


Corajosa, louvável, tocante. Qualquer um dos adjetivos cabe à atitude do jornalista que eu há muito admiro, Ricardo Boechat ao assumir publicamente seu problema de depressão. Acompanhei, nos últimos dias, muitas pessoas compartilhando, elogiando, louvando a “confissão” pública do apresentador sobre sua doença.

Concordo com todos os elogios e fico realmente muito feliz que Boechat tenha tido a atitude de falar abertamente de algo que não tem porque não ser tratado exatamente dessa forma, mas infelizmente, muitas não é.

A verdade é que a depressão ou seja qual for o problema de ordem psiquiátrica que uma pessoa tenha ainda é um tabu. Boechat, graças a Deus, contou com o apoio de centenas, talvez milhares de pessoas.

Me pergunto, porém, quantas centenas ou milhares de pessoas sofrem com as doenças psiquiátricas sem contar com apoio, paciência, confiança ou ajuda no seu dia a dia.

Sejamos honestos. Confessemos nossos preconceitos. A pessoa que sofre de depressão ou doenças psiquiátricas é vista quase sempre com uma certa desconfiança. Nada que ela fale é levado 100% ao pé da letra.

Seu amigo “normal” se sente mal e você corre com ele para a emergência. Seu amigo depressivo passa mal e você fica pensando “garanto que é coisa da cabeça dele”.

Aliás, ainda temos a impressão muitas vezes nem um pouco disfarçada de que, de alguma forma, o paciente psiquiátrico pode evitar/curar/dar um ponto final à sua doença. Não sou especialista, mas mesmo assim vou me arriscar a dizer que o paciente tem sim um papel fundamental, único, crucial na cura de um problema psíquico. Mas eu completaria dizendo que ele tem esse papel em qualquer tipo de doença.

Quando um dos efeitos de sua doença é acabar com sua vontade própria, porém, vamos concordar que fica mais difícil, né? Não, mas as pessoas acham que é mais fácil. Porque, em muitos casos a depressão é vista como algo que unicamente você (paciente) é responsável. Foi você quem “criou” a doença. Então você pode “curar”.

Nesse caso, a depressão não seria bem uma doença, seria uma “invencionice”.

Outro ponto: você olha pra pessoa e pensa – “essa criatura não tem a metade dos problemas daquela outra e ainda quer dizer que tem depressão?”.

Depressão está associada com estresse, com situações traumáticas da vida sim, mas não depende do grau de problema que você tem, mas sim da maneira como você consegue lidar com eles. Pra mim, lidar com um câncer na família pode ser mais fácil do que é pro meu vizinho lidar com a morte do cachorro.

Cada ser humano é um ser humano. Pare de medir o outro por você. Pare de julgar o outro. Se você não pode ou não quer ajudar, não atrapalhe a vida de quem já está doente com seus julgamentos. Se não tem uma palavra de amor a dizer, meu caro amigo, fique em silêncio.

A depressão é uma doença. Apenas uma doença. Uma doença como qualquer outra. Não olhe para o depressivo com desconfiança.

Eu vi alguns colegas que hoje são empresários compartilhando e louvando a atitude – realmente louvável, volto a dizer  - de Boechat, e fiquei me perguntando (ou será que me lembrando?) e se fosse na empresa dele? E quando o funcionário dele apresenta um atestado por depressão? E quando ele descobre que uma pessoa que ele achou fabulosa e pretende contratar teve depressão?

Deixo apenas a pergunta – sem julgar ninguém, sem querer resposta, apenas pedindo que cada um que ler esse texto se interrogue sobre isso – o seu sentimento para com Boechat é o mesmo que para com aquele colega de trabalho que sofre de um problema psiquiátrico? Você também vai dizer que ele é corajoso se ele resolver assumir e contar seu problema ou vai pensar secretamente: “ele não devia se expor assim”?

Pense que, tanto quanto Boechat, milhares de anônimos estão agora desejando dividir seu problema de depressão, mas com medo de serem vistos como loucos, fracos, problemáticos – o contrário do que quase todo mundo falou de Boechat.

Atitudes como a desse jornalista de tanto destaque são fundamentais para que possamos ver as doenças psíquicas de outra forma. Mas só se refletirmos sobre elas, em vez de compartilhar no facebook e esquecer.


Então, meu amigo, reflita. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É coisa de maluco???

Por Liti Marguerita

Dia 27 de agosto é momento de homenagear um profissional pelo qual tenho a maior admiração e respeito pelo trabalho: o psicólogo. Como em quase todas as profissões, existe ainda muita confusão sobre o papel do psicólogo. Eu já ouvi algumas coisas bizarras sobre terapia, tipo: "pra me dar conselhos eu tenho meus amigos". Terapia não tem nada a ver com conversa entre amigos, minha gente! Mas ninguém melhor pra detalhar e explicar isso do que uma psicóloga, que vivencia essas situações e topou escrever para o Resenhas Femininas, detalhando o papel desse profissional. Hoje, o texto colaborativo vem da psicóloga Bárbara Felisbino, que não apenas fez um texto para o blog, mas conseguiu abordar o assunto de uma forma leve e divertida. 

A todos os psicólogos, parabéns e obrigada pelo importante papel e trabalho desempenhado!


Por Bárbara Felisbino

E a conversa seguia animadamente:




- Paulo você sabe que dia é hoje?

- Ah Bárbara, essa é fácil, 27 de agosto!

- Tá, mas você sabe o que se comemora hoje?

- Ah! E como é que vou saber? Tenho cara de calendário por acaso!?

- É, deixa olhar...

- Olha! mas me diz então sua sabichona, é dia do que hoje?

- Hoje é dia do psicólogo!

- Ui! e como é que eu ia saber! Não sou doido, não preciso disso não!

- Mas tu é mesmo tolo, né? E quem disse que psicólogo trata de gente doida?

- E não é?

- É não! O psicólogo é o profissional que trata problemas emocionais das pessoas. ajuda a entender o que está acontecendo e porque isso acontece.

- Explica melhor!

- Então, esse profissional ajuda as pessoas a compreender seus dramas, por exemplo: no caso de um divórcio, na perda de alguém amado, problemas da adolescência, problemas de saúde, doenças terminais, separação, mudanças de emprego, problemas escolares, e até mesmo problemas psiquiátricos! Também ajuda muito nos casos de fobias, medos, insegurança, ansiedade e depressão.

- Quer dizer que o psicólogo pode ajudar em todas essas áreas? Eu sempre acreditei que esse profissional só ajudava pessoas doidinhas, assim como você!

- Engraçadinho!

- Mas como ele faz isso? Ele só ouve as pessoas, até onde sei. E pra mim, isso é sim coisa de gente doida!

- Paulo, o psicólogo atende individualmente ou em grupos. Pode também atender famílias, casais,  ministrar palestras, orientar e até mesmo em alguns casos, ajudar na prevenção de um problema maior. Ele usa técnicas estudadas na faculdade, em cursos de pós graduação ou de maneira particular.
O psicólogo também utiliza várias técnicas e abordagens, cada uma de acordo com a clientela que ele atende, entendeu?

- Você está querendo dizer que se eu estiver sentindo algum tipo de angústia de insegurança ou até mesmo alguma dúvida, o psicólogo pode me ajudar?

- Bem Paulo, não é tão simples assim! Psicólogo não faz milagres. Ele faz com que você consiga entender os caminhos que pode seguir para resolver tuas questões, mas a escolha é sua. Ele vai te esclarecer caminhos e ajudar a encontrar as respostas.

- Hum! estou entendendo! E esse profissional é legalizado?

- Claro, né? Através de um conselho próprio. E as técnicas utilizadas são reconhecidas por este conselho, ou seja, o psicólogo pode e deve ser levado a sério.

- Acho que você me convenceu de uma coisa, vou fazer terapia!

- Fico feliz, você vai gostar!

Saiba mais:
http://www.institutocrescer.com/2013/02/entenda-o-que-e-um-psicologo-e-como-ele.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Tag complete a frase

Olá pessoas!

Hoje eu fui indicada para responder minha primeira tag, olha que coisa fofa! Eba!

Fui convidada para a tag Complete a frase, pelo Blog da Jamilie. Veja as respostas da Jamilie aqui!

Então aí estão as minhas respostas e fica o meu beijão para a fofa da Jamilie!

Regras:
Completar as frases;
Repassar para 10 blogs;
Marcar na postagem quem te indicou;
Comentar com o link das suas respostas;
As frases:
Sou muito... falante (quem não sabia levanta a mão)

Não suporto... preconceito (nem em mim mesma nem nos outros, com a diferença que em mim, posso mudar)

Eu nunca... ganhei na Mega Sena (até hoje)

Eu já briguei... por infantilidades

Quando criança... eu mal abria a boca

Nesse exato momento... eu estou respondendo a tag e trabalhando ao mesmo tempo

Eu morro de medo... de ficar longe das pessoas que amo

Eu sempre gostei... de dançar

Se eu pudesse... voltava hoje pra Salvador

Fico feliz... quando estou na praia ou cercada dos que amo, ou dos dois ao mesmo tempo :)

Se eu pudesse voltar no tempo... eu faria umas mudancinhas (hehe)

Adoro... praia e dança

Quero muito viajar para... Grécia

Eu preciso... de amor

Não gosto de... preconceito (parte 2)

Blogs indicados:











segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Dicas impressionantes!!! Você não pode perder!

Meninas vocês precisam ver essas maravilhosas dicas que mudaram a vida de muitas mulheres! 

Inicialmente você pode pensar que o texto é machista, mas você vai ver que dá super certo! Olha aí:


Como fazer um homem correr atrás de você: bata a carteira dele ou comece a correr maratonas mistas;


Como fazer um homem ficar louco: comece uma DR na hora que ele ligou a TV pra ver o jogo do time dele;


Como enlouquecer um homem na cama: acorde ele de dez em dez minutos pra dizer que ele está roncando;


Como fisgar um homem: use um anzol, mas eu sinceramente tenho pena do coitado;



Como fazer ele não te trair: só matando pra ter certeza, eu acho;


Como fazer ele te pedir em casamento: namore um estrangeiro que está ilegal no país;


Como não deixar o fogo morrer: não deixe faltar lenha em casa;



Como saber se ele é o príncipe: pergunte se o pai dele por acaso é rei;


Como fazer ele se apaixonar por você: não sei, mas minha sugestão inicial é – conheça o homem que você está namorando. Você pode descobrir que nem quer que ele se apaixone, ou descobrir que adora ele, e que vocês dois se apaixonaram, simplesmente.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Brasileiros descobrem Saint Germain des Prés

Paris é, sem dúvida, uma das cidades mais cobiçadas e movimentadas do mundo inteiro. Com isso, o alto trânsito de turistas muitas vezes ofusca a atmosfera parisiense, principalmente nas altas temporadas.

Um dos bairros mais indicados para aqueles que querem fugir da multidão é o coração do Saint Germain Des Prés, conhecido por ainda manter o estilo e essência da antiga Paris.

Localizado do lado esquerdo do Rio Sena, o bairro está estrategicamente posicionado ao lado de diversas linhas de metrô, possibilitando fácil acesso aos principais pontos turísticos e a poucos minutos caminhando até a Torre Eiffel, Arco do Triunfo e do Museu do Louvre, entre outras atrações.

Vantagens de se hospedar em Saint Germain Des Prés

O coração do bairro mantém o espírito parisiense do século 20 com seu estilo de vida glamouroso e sofisticado facilmente visto em suas praças e ruas, extremamente charmosas e repletas de lazer como, por exemplo, o imponente Jardim de Luxembourg com seus 22 hectares de canteiros floridos, árvores, fontes, lagos, alamedas majestosas e perfeita em toda a sua estrutura para crianças, jovens, adultos e anciões.

Como opção, os brasileiros podem usufruir do hotel boutique que disponibiliza um staff para atendimento exclusivo e personalizado aos hóspedes do Brasil. Trata-se do Le Six Hotel, localizado na Rua Stanislas e instalado em um imóvel haussmaniano de 1875 que alia a arte contemporânea ao estilo parisiense e próximo a dezenas de bares, restaurantes e famosas boutiques.

Classificado na categoria 4 estrelas, o Le Six conta com uma infraestrutura completa. Além do espaço fitness e de informática, acesso gratuito à internet wireless em todo o hotel, serviço de lavanderia, reserva de carros e baby-sitter, o hotel possui o esplendido Le Six & Bar e o Le Six & SPA by Payot com tratamentos corporais e faciais, perfeitos para serem aproveitados depois de um longo dia de passeio pela cidade luz.

Roteiro Saint Germain: Sinta o verdadeiro clima de Paris!

No bairro é possível vivenciar uma Paris muito mais romântica e exclusiva, parecida com aquela dos roteiros de filmes e livros famosos.

Conheça sugestões de lugares para conhecer em Saint Germain:

Para passear: Praça de Fürstenberg, construída em 1699, e seu Musée Delacroix, atelier e casa do pintor até sua morte em 1863. E depois seguir pela Rue Jacob, com suas galerias de arte e antiquários, e pela Rue du Bac, que se destaca por suas vitrines das lojas de decoração.

Para compras: Carré Rive Gauche e no mercado gastronômico La Grande Épicerie de Paris.

Para comer: Zé Kitchen Gallery e L'Avant-Comptoir.

Para deleitar: As patisseries (confeitarias), como a Maison du Chou, La Patisserie dês Rêves, Jacques Genin e Des Gâteaux et du Pain,

Parada obrigatória: Café de Flore e Café Les Deux Magots, tradicionais e famosos cafés que eram frequentados por Picasso, Giacometti, Zelda, Fitzgerald, Sartre e Simone de Beauvoir, entre outros diversos poetas, escritores e intelectuais do século passado

Sobre Hotel Boutique Le Six


Com o conceito de hotel boutique, o Le Six está localizado na Rive Gauche, margem esquerda do Rio Sena. Em uma área tranquila e extremamente charmosa, os hóspedes têm fácil acesso aos principais pontos turísticos.

Restaurado e decorado pelo arquiteto-decorador Philippe Maidenberg, esse imóvel haussmaniano do ano de 1875 alia arte contemporânea ao espírito parisiense e dispõe de 37 quartos e quatro suítes, bar lounge com teto de vidro, hall de entrada com luz zenital (claraboia), acesso gratuito à internet wireless, room service, amenidades L'occitane, espaço business e fitness e o espetacular Le Six & SPA par Payot.

Ganhador de diversos prêmios, tais como Tripadvisor Premio Travellers' Choice e Tripadvisor Certificado de Excelência por quatro anos consecutivos, o hotel está entre o Top 10 da cidade de Paris.

http://www.hotel-le-six.com/

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O amor altruísta


Durante muito tempo da minha vida, eu tive a certeza de que paixão era amor. Eu confundi tudo, emaranhei os sentimentos e paguei o preço de dar uma importância demasiada a um sentimento que é muito gostoso, mas não tem a relevância nem a durabilidade para fazer alguém feliz.

A paixão é tão diferente do amor quanto o ódio. Na verdade, acho que o ódio não deixa de ser uma paixão. É como uma febre, nos faz delirar, persistir, teimar mesmo, nos tira do prumo.

Minha sorte foi que um dia eu aprendi, embora seja triste que depois de tanto sofrer, que o amor é um sentimento bem diferente. Não vou dizer que o amor é calmo, sereno, brando, cor de rosa.

O amor pra mim não é assim. Quando eu amo, amo forte. Amo de forma intensa e permanente. Sofro por amor. Não exatamente pelo amor em si, mas pela dor de quem amo. E sou capaz de esconder meu sofrimento para transmitir força para aquela criatura que eu amo, no momento em que ela precisa mais que eu dessa força.

Quero que meu amor faça diferença. Quero que ele seja transformador. O amor para mim tem tudo a ver com ação. Tem a ver com fazer coisas. Tem a ver com estar ali. Tem a ver com ser sempre a mesma pessoa amorosa, mesmo quando não estou presente o tempo todo.

Estou falando de amor na sua forma mais ampla, desde o amor pela minha família, meus cachorros, meus amigos, Deus, meu trabalho, por mim mesma, pelo mar, por quem não conheço, mas me encho de amor por algum motivo pela sua história.

Amor. O amor não faz diferença. Embora eu tenha tão clara essa ideia de amor, sempre me perguntei por que tive tanta dificuldade de vivenciar o amor de casal. Como disse, me perdi em muitas paixões, mas, talvez ainda pior que isso, me liguei em relações quase obsessivas, nas quais eu e meu companheiro ficamos trocando ou sugando um do outro energias que nos pareciam vitais por algum motivo, mas que apenas nos mantinham péssimos.

E depois de tanto vivenciar experiências, nunca consegui ter a certeza do que exatamente era o amor para mim – quando se trata de relação homem/mulher – e se eu já o havia sentido.
E ainda tem aquela coisa das opiniões – o que você sente não é amor, ele não te ama, isso não é amor, o amor que você quer é idealizado, o amor romântico não existe, amor não sei das quantas é assim e assado o amor verdadeiro é o amor X e não o Y, etc, etc etc.

Como se existissem tipos de amor, ou marcas diferentes de amor que podemos escolher numa prateleira. Aquilo que realmente aprendi sobre o amor, porém, foi bem diferente do que está nos livros que andam vendendo aos montes por aí.

Aprendi com meu pai que o amor é incondicional. Não existe condição para amar. Não dá pra dizer: eu te amo, “se”. Se existe o “se”, alguma coisa está errada aí. Não que eu vá gostar de tudo numa pessoa que amo. Não tem nada a ver com isso. Eu posso ver com clareza a pessoa que amo, não gostar de alguns comportamentos ou pensamentos e até tentar mostrar outros pontos de vista – até mesmo por que costumamos querer ajudar quem amamos – mas isso não será uma condição para amar ou não amar.

Isso porque, quando você ama, ama apesar dos defeitos. Eu não gostava do jeito como meu pai às vezes era chato por causa do perfeccionismo, mas não deixei de amá-lo por isso. Eu não gosto da forma como um amigo combina coisas e desmarca na última hora, mas não deixo de amar ele, porque amo e amor é incondicional.

Com minha mãe, aprendi que amor é eterno. Se eu digo que amei, não amo mais, então é porque nunca amei de verdade. Não dá pra amar e desamar. Se você ama, ama então vai amar pra sempre. Você pode pensar que amava e descobrir que não amava. Mas não pode amar e deixar de amar.

Com a vida descobri que o amor é altruísta. O amor requer empatia. Se você ama, vai conseguir abrir mão de coisas que queria para não magoar aquele que ama. Você vai conseguir abrir mão de um programa X que estava louco pra fazer porque quem você ama está doente e precisando de você. Vai conseguir gastar uma grana num presente caro pra ver um sorriso no rosto da pessoa amada. Vai conseguir até fazer uma coisa que você nem está tão afim só pra alegrar o outro. Vai até parar de pensar só nos seus sonhos e topar dividir sonhos com aquela criaturinha amada.

E foi com aquele homem que eu verdadeiramente amei que descobri que, embora o amor seja tudo isso, nós somos seres humanos e os relacionamentos amorosos são feitos de negociações. E as regras precisam ser interpretadas e não distorcidas pra que elas não ajam contra nós.

Exemplo: o amor é incondicional, mas não use isso como desculpa pra ficar com um cara que te bate. Se você fica com um cara numa relação dessa natureza, é provável que você precise primeiro aprender a amar a si mesma.

Exemplo 2: O amor é eterno, mas não pense que você está condenada a amar uma única pessoa a vida toda e ter que ficar com ela. O amor não existe apenas no sentindo de relação de casal, mas nas amizades, no querer bem, em mil formas. Eu não preciso viver grudado em todos que eu amo. Eu posso amar um amigo e ter certeza que não quero morar com ele. Então, eu posso amar eternamente uma pessoa e saber que, ainda assim, não quero ficar com esta pessoa. Quero ficar com aquela outra, com quem tenho, além de amor, uma relação que permite uma convivência serena e boa. Sim, simples assim.

O amor é altruísta, mas é entre duas pessoas. Então, se você achar que o outro tem que ser sempre o altruísta, possivelmente você vai estar sendo egoísta. E vice/versa. Exemplo, acho que o outro tem que abrir mão de fazer tal coisa porque eu detesto, mas não me dou conta que ele adora. Se o amor é altruísta, quem sabe fazer aquela coisa de vez em quando pode ser altruísta das duas partes. A não ser que seja algo que te fere. Algo que não dá pra você tolerar ou suportar. Aí não tem jeito – ou o outro abre mão de vez, ou não vai dar certo e é melhor os dois abrirem mão de ficarem juntos.

E abrir mão de ficar com quem você ama dói. Dói muito saber que, em outros momentos, você é tão feliz com aquela pessoa. Que ele te faz sentir alegre, serena, útil, por seu coração está sendo usado num amor pleno. Saber que ele também te ama dessa forma e te faz sentir amada em sua plenitude.


No entanto, existe aquele momento em que aquilo que você não consegue tolerar e ele não consegue abrir mão, ou aquilo que você não pode abrir mão e ele não pode tolerar vai ficar entre vocês. E vai minar a relação de vocês e fazer ela virar algo triste e doloroso. Então, talvez a maior prova de amor próprio e até de amor altruísta pelo outro seja abrir mão. Deixar ir, e saber que o amor seguirá, incondicional, eterno e, sobretudo, altruísta.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O papel e a contratação do designer de interiores

Por Josyane Miranda Dietrich - designer de interiores

POR QUE CONTRATAR UM DESIGNER?
Num projeto de interiores buscam-se soluções criativas e técnicas, proporcionando qualidade de vida e personalidade num ambiente esteticamente atraente aos usuários.


O uso do espaço deve ser levado em consideração (trabalho, lazer, morar, etc), bem como o conceito buscado: tranquilidade, jovialidade, sobriedade, etc. Há ainda fatores práticos relevantes, como acessibilidade, iluminação, acústica, conforto térmico e funcionalidade.

Um bom projeto de interiores deve considerar a estrutura do edifício, sua localização, o contexto social e legal do uso e o respeito ao meio ambiente. Sua criação exige uma metodologia sistemática e coordenada que inclui pesquisa e levantamento das necessidades do cliente e sua adequação às soluções estruturais.

COMO CONTRATAR?
Os designers de interiores são remunerados, basicamente, pela elaboração do projeto e pela administração da obra.

Para calcular os valores da remuneração para a criação do projeto (estudo preliminar, ante-projeto e projeto-executivo) toma-se como base o tamanho da obra em metros quadrados, o tipo de projeto (residencial, comercial e seus segmentos) e a quantidade de desenhos, estabelecendo-se um valor pela metragem correspondente.

A taxa de administração de obra é calculada aplicando-se um percentual que varia entre 10% e 15% sobre o valor de todos os produtos e serviços gastos para a sua realização.
Outras modalidades de remuneração são a consulta, cobrada por hora técnica, e a visita à obra, também calculada por hora.

Os designers de interiores recebem de fornecedores uma remuneração denominada reserva técnica,
pela especificação de seus produtos e serviços. Essa prática aprovada pela ABD - Associação Brasileira de Designers de Interiores - deve acontecer sob rígidas condições éticas e não implicar em qualquer prejuízo de ordem técnica ou econômica para o cliente.


sábado, 8 de agosto de 2015

O vento

O vento que agora sopra
Leva consigo nossa vida
Mas não é capaz de levar os sonhos
E continuarei a sonhar
Quando você partir

O vento que agora sopra
Leva teu ser junto consigo
Mas não é capaz
De levar as lembranças
E nelas me consolarei
Quando daqui se for

O vento que agora sopra
Pode revirar toda minha vida
Te levando pra longe de mim
Mas não é capaz
De levar o amor
E ele sobreviverá eternamente
Mesmo que tu não estejas aqui

O vento que agora sobra
Traz a morte de um momento
Mas me ensinaste que morrer é recomeçar
Então, já não temo e não choro
Pois levo a certeza de um dia
Te reencontrar. 

à esta alma que me acompanha e orienta, meu amor incondicional e eterno.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sobre como parei de fumar

Faz tempo que penso em falar alguma coisa sobre parar de fumar. Eu pensei em várias coisas quando resolvi parar de fumar na verdade. Pensei por exemplo que quando eu fizesse um mês sem fumar escreveria horrores sobre isso, depois achei que seria melhor que fosse aos seis meses, depois adiei pra um ano.

E, por fim, passou um ano e eu nem lembrei. Na verdade tento lembrar o dia exato em que fumei meu último cigarro, mas me escapa. Lembro de como foi. Lembro de mim mesma me dizendo: eu vou fumar esse cigarro e nunca mais vou colocar um cigarro na boca. Então vou fumar esse bem fumado. E fumei. Lembro da sensação.

Aliás, não sei se algum dia vou esquecer a sensação de fumar um cigarro. O tragar, o puxar o ar com a fumaça na garganta, o soltar lento, quase suspirante, como tão bem comparou Mário Quintana.

Eu demorei pra escrever sobre parar de fumar por um motivo pessoal: não pretendo me gabar por parar de fumar. Foi difícil? Sim. Considero uma conquista? Sim. Considero algo importante e que me prova muito sobre minhas capacidades de melhorar a mim mesma? Sim. Considero que mereço um troféu? 


Não. Alias, sei que não mereço.

Não mereço porque simplesmente fui eu que comecei a fumar. Ou seja, eu apenas remediei um mal que eu mesma fiz. A mim mesma, no caso. Teria sido melhor e mais inteligente nunca começar a fumar. Também teria sido menos doloroso. E também teria ajudado a manter uma coloração melhor no meu pulmão.

Mas o fato é que comecei, então tive que consertar a cagada. E consertei. Mil vezes eu tive certeza que nunca ia conseguir deixar o cigarro. Aquela porcariazinha fumacenta e fedida que você que não fuma não entende como alguém pode gostar é, na verdade muito além do que um palitinho de câncer que você pode atirar ali e não usar mais.

Ah, mas é muito mais mesmo. Pra quem gosta da coisa, o cigarro é um pedacinho de prazer fácil, simples, garantido e indolor (pelo menos até você não receber um diagnóstico de câncer de pulmão).

Você teve um dia de merda, mas vai fumar um cigarrinho antes de deitar. Pedacinho de prazer garantido. Nem tudo está perdido. O problema é que essa porcaria vicia e você quer cada vez mais, até que ele entra no seu dia de forma irreversível. Depois da refeição, cigarrinho pra ajudar na digestão (eu hein!). Depois do sexo, cigarrinho pra relaxar (afe, se você não relaxou o suficiente com o que estava fazendo, melhor começar de novo, porque alguma coisa deu errado).

No meio do trabalho, cigarrinho, pra dar aquela parada na correria e voltar zerado (zerado inclusive das ideias que você estava tendo antes de começar a pensar desesperadamente em fumar).

Por fim, antes de entrar no cinema cigarrinho porque você vai ter que ficar duas horas sem fumar. O mesmo antes de entrar no avião (bem lógico fumar sem vontade só pra prevenir uma possível vontade que vai acontecer de qualquer jeito). Cigarrinho na boate porque você está bebendo (já não basta beber, desgrama?).

Enfim, desculpas não faltam, todas patéticas, mas você acha bem lógico. Até parar, Quando para, você se dá conta de uma coisa evidente: você fuma por um único e simples motivo – porque gosta de fumar.

Você fuma porque adora, você fuma porque acha muito bom, porque te dá prazer, você fuma porque quer e não está nem aí.

E isso, te deixa outra obviedade mais dolorosa à vista: você não para de fumar não porque não consegue, porque não é fácil, porque é viciado, porque sei lá que outras desculpas. Você não para porque gosta de fumar e não quer parar.

E é difícil admitir isso num mundo onde fumar se tornou quase pior do que matar, bom, na verdade se você falar em linchar um cara que assaltou alguém, muita gente vai achar que fumar é beeeeeem mais grave.

Mas admitir isso te dá uma possibilidade linda. Você pode parar de fumar. Não vai ser fácil, porque você adora. Existe sim uma dependência química, mas ela passa em poucos dias, então ela não é desculpa. Você simplesmente pode.


É bem assim. Você decide e para. Você morre de vontade, você odeia ter que parar, você fica parecendo um obsessor seguindo na rua as pessoas que fumam só pra inalar uma fumacinha. Mas você para.

Foi assim comigo. E isso é o que tenho pra contribuir com quem ainda não tomou a decisão de parar de fumar. Eu parei de fumar porque, com o perdão da expressão, me caguei pelas pernas quando o médico me disse que ia ter que fazer um cateterismo.

Me borrei de medo e fiz um trato com Deus. Algo tipo: eu paro de fumar e você me dá uma força fazendo com que eu não tenha que abrir meu peitinho e fazer uma cirurgia cardíaca.

Não foi assim em voz alta, rezando, tipo promessa. Foi um trato silencioso, que ELE entendeu só pelo olhar de “gato de botas do Shrek” que eu lancei lá pro alto, porque não disse nem pensei nada.



Então, o cateterismo me fez parar de fumar, mas eu também fiz um pacto comigo, já quando eu estava surtando por ficar sem fumar. Algo tipo: tu aguenta firme e se eu fizer o cateterismo e não aparecer nada, eu volto a fumar.

Só que depois que eu fiz o cateterismo e não deu nada (evidenciando que Deus cumpriu sua parte no nosso acordo silencioso), eu já tinha passado pelo que achava ser o pior – a abstinência inicial. E é o pior mesmo. Uma coisa meio “tá o que eu faço agora?”, que te ataca toda vez que chega uma hora na qual você costumava fumar um cigarro. 

Essa parte já estava meio que superada, e aí eu pensei: cacete, se amanhã ou depois Deus mudar de ideia e achar que eu vou ter sim que passar por uma cirurgia de peito aberto pra aprender umas coisinhas, eu vou ter que passar por essa merda toda de novo?

E aí, outra coisa pegou. A certeza de que, mesmo que eu nunca tenha que enfrentar cirurgia nenhuma, eu teria que parar de fumar um dia. Isso porque eu sou espírita, e realmente desejo, quero, e vou (e digo isso com a convicção de quem vai empenhar muita energia nisso) sair dessa vida bem soltinha, sem nada me prendendo aqui, pronta pra ser levada pelos meus parentes amados pra um lugar legal, como o Nosso Lar, ou algo assim (vamos ver até onde consigo chegar, né?).

Só que não tem como sair indolor assim se você fuma. Isso por uma série de questões que não vou aprofundar aqui, mas eu realmente sei que não posso dar passos maiores na escala da minha evolução se estiver baforando por aí. 

Então, eu parei de fumar por medo de sofrer consequências aqui mesmo na Terra, e me mantive ex-fumante por medo de sofrer consequências quando chegar a hora de eu dar adeusinho daqui.

Essas são minhas motivações. Encontre as suas. Quando você encontrar, você vai decidir. E quando você decidir, vai ser uma merda, mas você vai fazer. Não serei arrogante e ingênua a ponto de dizer que nunca voltarei a fumar. A vida me ensinou que a arrogância é má companhia na arte de manter conquistas. Ela te faz sentir infalível, e se você se acha infalível, abaixa a guarda e aí... já sabe, né?

A humildade te faz ficar atento, porque, ao ser humilde, reconhecemos nossas fraquezas. Se amanhã descobrissem que o cigarro na verdade não faz mal nenhum, que é até bom para qualquer coisa que fosse – ou seja, eu não estaria me matando ao fumar -, eu voltaria a fumar no mesmo minuto, ainda que eu fosse fedida e péssima companhia em elevadores. Eu não estaria prejudicando ninguém, só fedendo. Voltaria a fumar porque ainda gosto.


Imagino que algum dia, o cigarro vá ficar lá longe na minha memória, uma coisa que parece que eu nunca fiz. Uma coisa que simplesmente nada tem a ver comigo. Mas por hora, mantenho a consciência de que é preciso reacender constantemente a chama da minha motivação.