sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Depressão x Suicídio

Por Liti Marguerita

Engajado na campanha pela vida e pela saúde mental proposta pelo Setembro Amarelo, o Resenhas Femininas traz hoje um texto da psicóloga Bárbara Felisbino falando sobre depressão e suicídio. Quero dizer que, como jornalista, desde a faculdade sempre ouvi e aprendi que a imprensa evita falar de suicídio, pois pesquisas apontam que, quando se publica uma notícia sobre o assunto, o índice de suicídios aumenta.

Hoje, analisando, creio que a questão não é falar sobre suicídio ou não, mas sim como abordar o tema. Questiono a utilidade de se publicar que uma pessoa cometeu este ato, pois não se trata de um crime que será investigado e que requer sim um acompanhamento da sociedade. O tabu de não falar a palavra suicídio, porém, eu acho muito questionável, visto que existem mitos que precisam ser tratados sobre o tema, como aquele de que “quem quer se matar não avisa”.


Muitos profissionais da área da saúde mental apontam que as pessoas avisam sim, com palavras, com atos, de várias formas que podem ser identificadas, e a família e amigos podem ajudar esta pessoa a buscar ajuda. Neste intuito, de ajudar e esclarecer, Bárbara hoje fala sobre este tema. 


Depressão x Suicídio
Por Bárbara Felisbino
Beco sem saída? Problemas que parecem não ter solução? Encruzilhada? Visão negativa sobre a vida e sobre si mesmo?
Tudo isso é indicativo de uma pessoa com depressão, uma das maiores causas de suicídio na atualidade. Uma pessoa com depressão se sente tão isolada que acaba criando um mundo paralelo, onde tudo o que tinha vida agora está sem cor, a vida fica literalmente preto e branco.
Dizer para uma pessoa com depressão que isso é bobagem, falta do que fazer, que é mente vazia, é um grande erro.
Muitas vezes, confundida com tristeza, o depressivo não consegue reconhecer que está doente e as pessoas ao seu redor, muitas vezes acreditam que ele está com stress ou com muitas atividades.
Geralmente, quando procura atendimento especializado, já está com a doença instalada há algum tempo.
O uso de medicação e terapia fazem parte do tratamento adequado à doença.
Alguns sinais são indicativos da depressão tais como:
* tristeza recorrente há mais de 6 semanas;
* apatia;
* falta de desejo ou vontade de exercer atividades diárias;
* perda da libido;
* alteração do apetite;
* alteração do sono;
* choro fácil;
* angustia;
* falta de energia;
* sentimento de culpa e inutilidade;
* vontade de morrer.
Um dos maiores receios está ligado a esse último sintoma, a vontade de morrer pode ser tão grande que a pessoa pensa e planeja a própria morte como única solução de todos os seus problemas.
Os familiares precisam estar atentos durante o tratamento e levar a sério quando ouvem o doente (sim, depressão é doença), afirmar que quer morrer ou que vai se matar.
Muitas vezes, o depressivo acaba tentando dar fim ao sofrimento com o suicídio. As tentativas podem ser um pedido de socorro, para que a família possa voltar um pouco de sua atenção ao parente ou amigo.
No entanto, uma dessas tentativas pode ter um fim doloroso, deixando dessa forma, várias pessoas desoladas e com sentimentos de culpa por não terem levado a sério as ameaças anteriores.
Dica do dia: prestar atenção aos seus sentimentos e procurar ajuda se sentir que precisa de cuidados.
A vida é preciosa e única! Vamos valorizar o bem estar e a saúde emocional!